Adoro acordar quando não devo.
Adoro a noite da liberdade
Que me atrai nessa altura.
Ver o papel ser vincado,
Ornamentado com os riscos
Do não poder estar consciente.
Que é mais...
É não querer concordar com o tempo;
É voar no pedaço esférico de atmosfera em que sou livre.
Adoro conviver com as luzes tímidas destes instantes;
Os brilhos raros, as sombras pálidas,
Os sons calmos, são tempestades tão agradáveis.
Miniaturas;
Partes do instante que não devia existir, felizmente.
Assistir ao virar das páginas
Dos tons azuis-escuros... claros,
Brancos acinzentados.
Ambos amenos e cúmplices
Dos ventos marotos,
Do momento em que se olha o céu
Do nosso pequeno mundo.
O equilíbrio... quantas vezes desafiado
Pelo prazer de fugir à rotina da gravidade,
já ultrapassada nas felizes ondas.
Adoro ondular, voando na superfície das vagas bicolores.
Circundar as lógicas das terras,
À vista de todos os ângulos.
Sentir a felicidade preencher-me os pulmões...
Não ser; viver inteiramente,
Sonhar tudo e saber que estou acordado!
Adoro isto de fazer rodar o pó
Acumulado pelas estantes da normalidade.
Resvirar o tempo, confundir as horas,
Desencontrá-las dos minutos
E poder conversar com cada segundo
Sem prazo a respeitar.
Sorrir para o horizonte
E deixá-lo finalmente enrolar-se nas nuvens...
Trocar cada sensação e presenciar a criação de mais!
Conhecer a vontade de ver mais,
Além dos sabores...
Dos prazeres que se consomem.
Distinguir aqueles infinitos
Sempre com sorrisos reservados.
Ah... as estrelas!
Sempre presentes no meu devaneio...
Amigas do Sol...
As cores vivas, a conversar com a Lua...
Adoro ter o privilégio de estar aqui.
Na vida do segredo onde se desvendam os mistérios.
Ver as trocas de sorrisos;
Desvendá-los pouco a pouco.
Desfocar a energia
Para vislumbrar os efeitos das observações proibidas.
Adoro adormecer
E saber que haverá sempre mais...
segunda-feira, abril 23, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
Privado
Que bem que sabe ouvir-te
Sem registar o calor que me consome,
Na noite silenciosa que te acompanha.
Sem alterar o ritmo do silêncio,
Num beijo cantado ao rubor da magia
Que te cerca em cada nota.
Que bom que é ficar com isto
Que me ocorre e se me apaga da memória.
No mesmo instante em que outra onda de prazer
Me percorre, enquanto seduzes
O silêncio com uma doce expressão,
Um sussurro de encanto tão fácil de relembrar
E tão difícil de esquecer.
Não sentir que isto vai ser roubado;
Não ter que relembrar para mais tarde diminuir
O verdadeiro poder deste momento;
De pensamentos nulos, razões desnecessárias,
De paixão ou amor, mais que certo
Estou contigo em cada olhar.
Quão grande é o romance que consumo?
Não o sei e alegro-me.
Por te ouvir no presente
Slow que nos cerca de forma única.
Por ser egoísta, só para mim.
E beijar-te no segredo da noite
Que nos embala de forma macia.
Não importa o que veio antes,
Ou o que virá.
Até breve, de novo. E se encontrares algo parecido
A isto, vais-te contentar por nada ter sido registado
Na altura em que estivémos... agora
Num deja-vu ficaremos, para sempre.
Sem registar o calor que me consome,
Na noite silenciosa que te acompanha.
Sem alterar o ritmo do silêncio,
Num beijo cantado ao rubor da magia
Que te cerca em cada nota.
Que bom que é ficar com isto
Que me ocorre e se me apaga da memória.
No mesmo instante em que outra onda de prazer
Me percorre, enquanto seduzes
O silêncio com uma doce expressão,
Um sussurro de encanto tão fácil de relembrar
E tão difícil de esquecer.
Não sentir que isto vai ser roubado;
Não ter que relembrar para mais tarde diminuir
O verdadeiro poder deste momento;
De pensamentos nulos, razões desnecessárias,
De paixão ou amor, mais que certo
Estou contigo em cada olhar.
Quão grande é o romance que consumo?
Não o sei e alegro-me.
Por te ouvir no presente
Slow que nos cerca de forma única.
Por ser egoísta, só para mim.
E beijar-te no segredo da noite
Que nos embala de forma macia.
Não importa o que veio antes,
Ou o que virá.
Até breve, de novo. E se encontrares algo parecido
A isto, vais-te contentar por nada ter sido registado
Na altura em que estivémos... agora
Num deja-vu ficaremos, para sempre.
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