Havia um olhar...
Dia após dia cruzava outro semelhante.
Até que surgiu uma versão especial de um desses dias:
Uma paixão repentina preenchia o salão... e o olhar repetia-se, desta vez mais intenso.
Havia uma flor numa mesa solitária.
Ao canto, o piano acariciava cada pétala.
Ele levanta-se e leva-lhe a flor:
- "Aceita o meu convite?" - diz, enquanto lhe oferece a flor.
Ela sorri, deixando-se levar pela fantasia:
- "Não o conheço." - Desvia o olhar, esconde o sorriso e bebe mais um pouco da bebida incolor.
Ele insiste:
- "Não é isso que os seus olhos me confessam. Já não é a primeira vez que a vejo aqui. Posso saber o seu nome?"
O sorriso insiste e o olhar denuncia-a.
- "Simone..."
- "Importa-se que me junte a si, Simone?"
- "Já o fez."
sábado, junho 28, 2008
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