quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Valentim

Quão grande é o romance a cada segundo,
Que me deixa a sorrir neste mundo?
Sentir a tua presença, não é mais uma dor;
Agora é pintar... todo o céu cheio de cor!

Ah.. como me desencontraste no passado!
Sem rumo.. nem sequer um céu estrelado!
As tuas brincadeiras amargas de outrora,
São agora doces como uma Amora!

E fazem-me lembrar de Roma!
Româs! Beijos! Amor! E de Itália...
Vêm sonhos com massas e uma... Apenas uma!
Uma voz maior que a de Amália!

Ah... Doce Valentim... agora fazes-me sorrir!
E daqui... eu não quero mais sair!
Estou livre dentro do meu sonho!
E velejar fora dele é medonho!

Valentim de águas doces!
São para ti, as léguas deste Mar!
E se tu assim não fosses,
Eu não conseguiria nunca... Amar!

=)*

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Uma Praia e um Natal

Com conchas enfeitadas de reflexos das estrelas,
as ondas repousam na praia.
A areia encolhe-se com o frio e a Lua sorri para nós.
Obrigado por este Natal e por esta praia... =)*

segunda-feira, julho 07, 2008

Rumo submerso

Nadei com o tempo, pelas tuas águas frescas;
Tornei-me maior por dentro.
A tua vida deu-me mais para viver e refrescou-me a mente.
Viajei... parecendo perdido, mas sempre com o rumo;
O rumo que tu me deste.
As luzes cruzavam aqueles espaços vastos.
Pequenas... eram amostras de outras vidas que também viajavam.
Com os sons de paz e imensidão, elas cercavam-me por momentos e por fim, seguiam.
Tornavam-se lentamente mais pequenas.
Na minha memória demonstravam-me o quanto se pode crescer, continuando a nadar.
O teu rumo é livre e abraçou-me.
Todas as viagens o faz. E surpreende-me.
As luzes intensificam-me a paixão.
O azul profundo acaricia a saudade.

Já voei pelas tuas águas...
Refresquei as asas com as marés do Norte.
Já nadei com os olhos postos no teu céu;
Azul, vermelho ou com pequenos pontos brilhantes...
Daqueles que aparecem sempre, nas melhores horas para nadar.
Senti as forças levarem-me mais longe.
E as rajadas de sal transportavam-me a favor do rumo.
Cheguei aqui de uma forma leve...
Despertei para te reencontrar, nas ondas que vão e vêm...
Essas ondas dão-me vida e guardo-as para sempre com carinho.

segunda-feira, junho 30, 2008

Improviso

Se não estivesse aqui o verde escuro a tremer lado a lado com o lilás,
nunca olharia para o amarelo, ao fundo, orientado por pétalas tímidas.
Um companheiro canta alegremente, baloiçando-se no cabo do telefone. Sempre com a necessidade de dar nas vistas. Um "cantante" em miniatura. E segue, ondulando pelo ar, até locais mais altos.
Já as pétalas mantêm-se nas ondulações quotidianas, não improvisando a olho nu.
Se apanhar uma, levo-a a passear a um local bonito. E que outro local poderia escolher senão os teus olhos?
Quando escolho uma, não consigo ficar indiferente aos ciúmes das outras, e acabo por levar a flor completa. Todas merecem este encontro.
O companheiro de certeza que também daria valor ao momento, mas não foi para isso que surgiu neste fim de tarde. Ele faz-me reviver pedacinhos de momentos doces passados a dois.
E quanto ao improviso das suaves pétalas... vais presenciá-lo quando as conheceres.

sábado, junho 28, 2008

Sorriso

Havia um olhar...
Dia após dia cruzava outro semelhante.
Até que surgiu uma versão especial de um desses dias:
Uma paixão repentina preenchia o salão... e o olhar repetia-se, desta vez mais intenso.
Havia uma flor numa mesa solitária.
Ao canto, o piano acariciava cada pétala.
Ele levanta-se e leva-lhe a flor:
- "Aceita o meu convite?" - diz, enquanto lhe oferece a flor.
Ela sorri, deixando-se levar pela fantasia:
- "Não o conheço." - Desvia o olhar, esconde o sorriso e bebe mais um pouco da bebida incolor.
Ele insiste:
- "Não é isso que os seus olhos me confessam. Já não é a primeira vez que a vejo aqui. Posso saber o seu nome?"
O sorriso insiste e o olhar denuncia-a.
- "Simone..."
- "Importa-se que me junte a si, Simone?"
- "Já o fez."

quarta-feira, junho 25, 2008

Memórias inquietas

O vento soava por entre a noite escura, tão bela quanto o tempo que ecoava pelas memórias frescas.
O calor do Verão transportava fragrâncias, desde as pétalas até pontos mais altos, tornando-as passíveis de despertar outras lembranças. Aumentavam pulsações e apareciam sonhos em comum.

Durante o levantar da grande luz ao centro das montanhas, adivinhavam-se horas de brisas levemente aquecidas por feixes brancos, brilhantes e gentis.
As nuvens passeavam-se, demonstrando a vontade de ir cada vez mais longe. E iam. Voavam até ao mar, onde as ondas as cumprimentavam com salpicos atrevidos.
Os sorrisos da memória eram mais frequentes e durante as referidas horas, as brisas foram aumentando. Surgiu então um nevoeiro metediço naquele dia. Atropelou os sorrisos na memória e deixou mais a desejar. De repente, não bastava a memória, era necessário sentir de verdade e acolher algo, à muito contido nos sonhos.

Esperava-se um encontro e suspirava-se nesse instante. As imagens tornavam-se reais e mais quentes na imaginação...
O nevoeiro voava, cercava e arrefecia um rosto, rosado por palavras que o rodearam em tempos. Chegou até ao outro lado das memórias frescas e despertou a necessidade do real. Inquietou também essa mente, de forma doce e apaixonada. Ao acordar, só pensava naquele lugar e buscou-o. Rumou até às brisas, apressou o tempo para que não se escapasse nenhum instante.

Porém, o desencontro adiou, novamente, os dois lados das memórias...

terça-feira, março 04, 2008

Perfume salgado

O céu quente fazia-se notar naquele instante.
Enquanto o espanta-espíritos convidava as ondas para dançar, os sentimentos de ambos deixavam-se levar pela música, que nascia suavemente nos seus corações apressados.
As mãos encontravam-se... os lábios cumprimentavam-se tímidamente, distraídos pelo sol, pelas partículas de sal e pelos cabelos longos.
Juntavam-se sonhos mútuos. Reacendia-se a paixão, por entre uma brisa com aromas tropicais, que deixava mais a desejar.
"Não estamos a ser precipitados?"
"Que interessa? É um sonho!"
"Sim mas..."
Mãos pelos cabelos e lábios vagueando pela pele, interrompiam a conversa.
Caía a noite no azul escuro e calmo.
Ali havia um barco, uma ilha e um céu totalmente estrelado... mas com quatro novas estrelas, fitando-se par-a-par, juntamente com suspiros mornos... tal qual investidas nocturnas do vento de Sul.
"Será possível viver para sempre num sonho?"
"Não sei, mas vou tentar com todas as minhas forças..." - disse, sorrindo.
"Ficavas aqui para sempre?"
"Sim."
"E depois? E a tua vida?"
"A minha vida consiste em procurar o que encontrámos aqui."

Os lábios disseram o resto naquela noite...

Amor

Porque estão as aves sempre tão felizes?
Porque são as estrelas sempre tão brilhantes?
Podia questionar tudo deste sonho;
Se não soubesse que a realidade também pode ser assim.

Nas nuvens encontro meios para assistir, tal como o vento,
a esta festa de liberdades.
Liberdade de crescer, florir...
Voar, nadar, sorrir, cantar...
Amar...

Porque estamos tão felizes quando amamos?
Porque são os beijos sempre tão ardentes?
Podia questionar tudo do amor;
Se não soubesse que o teu coração também pode ser assim.