A água tépida e irrequieta envolvendo os pés de ambos, parecia ter feito o tempo parar. Embora a areia do fundo contrariasse esse efeito com carícias ásperas na pele.
Para onde olhar primeiro? Azul claro, verdes carregados, branco ofuscante?
O aroma de côco depressa despertou as suas mentes para a sombra.
No meio desta haviam folhas secas, troncos encalhados, plantas aventureiras... o tempo estava sossegado por ali.
À medida que se esgueiravam pela vegetação para recolher côcos, os extravagantes amigos pareciam cumprimentá-los, contentes com a sua visita.
Depois de observar melhor o local, avistavam-se recifes desde a praia até às maiores ondas. Com a maré vazia, um local perfeito para pescar o almoço.
O dia parecia especial, sem calor excessivo nem ventos inoportunos. Depressa se deixaram levar pelas brincadeiras das quais já tinham saudades: desenhos na areia, mergulhos apressados, grandes conversas fitando o horizonte e beijos salgados...
O fim de tarde chegou apressado, sendo o local escolhido para ver o pôr do sol, a familiar proa do pequeno barco, que estava virada para o horizonte.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
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