terça-feira, março 27, 2007

Noite

Pétalas repousam sob o azul escuro
Decorado pelas marcas do passado,
Que cerca a luz inalterada, noutro ciclo.
Água tremula ao vento,
Na bonança da escuridão.

Folhas sobem lentamente,
Enquanto o brilho se interrompe
Por uma onda flutuante mais astuta.
Terra antecipa-se de vida,
Na alegria do momento.

Luzes e impulsos ocorrem
Ornamentados pelo sossego do preto,
Que abriga a cor travessa.
Fogo vacila pela demora,
No animado flanco a Este.

E eu assisto maravilhado,
O quanto me acalmas e ouves
Sem nunca te distanciares.
Jamais, antes do desleixo me acalmar
Tu te deixas desviar.