terça-feira, abril 03, 2007

Privado

Que bem que sabe ouvir-te
Sem registar o calor que me consome,
Na noite silenciosa que te acompanha.
Sem alterar o ritmo do silêncio,
Num beijo cantado ao rubor da magia
Que te cerca em cada nota.

Que bom que é ficar com isto
Que me ocorre e se me apaga da memória.
No mesmo instante em que outra onda de prazer
Me percorre, enquanto seduzes
O silêncio com uma doce expressão,
Um sussurro de encanto tão fácil de relembrar
E tão difícil de esquecer.

Não sentir que isto vai ser roubado;
Não ter que relembrar para mais tarde diminuir
O verdadeiro poder deste momento;
De pensamentos nulos, razões desnecessárias,
De paixão ou amor, mais que certo
Estou contigo em cada olhar.

Quão grande é o romance que consumo?
Não o sei e alegro-me.
Por te ouvir no presente
Slow que nos cerca de forma única.
Por ser egoísta, só para mim.
E beijar-te no segredo da noite
Que nos embala de forma macia.

Não importa o que veio antes,
Ou o que virá.
Até breve, de novo. E se encontrares algo parecido
A isto, vais-te contentar por nada ter sido registado
Na altura em que estivémos... agora
Num deja-vu ficaremos, para sempre.