segunda-feira, julho 07, 2008

Rumo submerso

Nadei com o tempo, pelas tuas águas frescas;
Tornei-me maior por dentro.
A tua vida deu-me mais para viver e refrescou-me a mente.
Viajei... parecendo perdido, mas sempre com o rumo;
O rumo que tu me deste.
As luzes cruzavam aqueles espaços vastos.
Pequenas... eram amostras de outras vidas que também viajavam.
Com os sons de paz e imensidão, elas cercavam-me por momentos e por fim, seguiam.
Tornavam-se lentamente mais pequenas.
Na minha memória demonstravam-me o quanto se pode crescer, continuando a nadar.
O teu rumo é livre e abraçou-me.
Todas as viagens o faz. E surpreende-me.
As luzes intensificam-me a paixão.
O azul profundo acaricia a saudade.

Já voei pelas tuas águas...
Refresquei as asas com as marés do Norte.
Já nadei com os olhos postos no teu céu;
Azul, vermelho ou com pequenos pontos brilhantes...
Daqueles que aparecem sempre, nas melhores horas para nadar.
Senti as forças levarem-me mais longe.
E as rajadas de sal transportavam-me a favor do rumo.
Cheguei aqui de uma forma leve...
Despertei para te reencontrar, nas ondas que vão e vêm...
Essas ondas dão-me vida e guardo-as para sempre com carinho.

1 comentário:

Anónimo disse...

Azul, vermelho ou com pequenos pontos brilhantes...

Boa metáfora =)

"Há sete mares
Há sete céus
E nenhum é pra mim"