O vento soava por entre a noite escura, tão bela quanto o tempo que ecoava pelas memórias frescas.
O calor do Verão transportava fragrâncias, desde as pétalas até pontos mais altos, tornando-as passíveis de despertar outras lembranças. Aumentavam pulsações e apareciam sonhos em comum.
Durante o levantar da grande luz ao centro das montanhas, adivinhavam-se horas de brisas levemente aquecidas por feixes brancos, brilhantes e gentis.
As nuvens passeavam-se, demonstrando a vontade de ir cada vez mais longe. E iam. Voavam até ao mar, onde as ondas as cumprimentavam com salpicos atrevidos.
Os sorrisos da memória eram mais frequentes e durante as referidas horas, as brisas foram aumentando. Surgiu então um nevoeiro metediço naquele dia. Atropelou os sorrisos na memória e deixou mais a desejar. De repente, não bastava a memória, era necessário sentir de verdade e acolher algo, à muito contido nos sonhos.
Esperava-se um encontro e suspirava-se nesse instante. As imagens tornavam-se reais e mais quentes na imaginação...
O nevoeiro voava, cercava e arrefecia um rosto, rosado por palavras que o rodearam em tempos. Chegou até ao outro lado das memórias frescas e despertou a necessidade do real. Inquietou também essa mente, de forma doce e apaixonada. Ao acordar, só pensava naquele lugar e buscou-o. Rumou até às brisas, apressou o tempo para que não se escapasse nenhum instante.
Porém, o desencontro adiou, novamente, os dois lados das memórias...
quarta-feira, junho 25, 2008
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1 comentário:
sabes onde estas memórias me levaram?... a uma praia de areia fina, onde voei e dancei... ;)
Beijinhos de intenso carinho
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