segunda-feira, junho 30, 2008

Improviso

Se não estivesse aqui o verde escuro a tremer lado a lado com o lilás,
nunca olharia para o amarelo, ao fundo, orientado por pétalas tímidas.
Um companheiro canta alegremente, baloiçando-se no cabo do telefone. Sempre com a necessidade de dar nas vistas. Um "cantante" em miniatura. E segue, ondulando pelo ar, até locais mais altos.
Já as pétalas mantêm-se nas ondulações quotidianas, não improvisando a olho nu.
Se apanhar uma, levo-a a passear a um local bonito. E que outro local poderia escolher senão os teus olhos?
Quando escolho uma, não consigo ficar indiferente aos ciúmes das outras, e acabo por levar a flor completa. Todas merecem este encontro.
O companheiro de certeza que também daria valor ao momento, mas não foi para isso que surgiu neste fim de tarde. Ele faz-me reviver pedacinhos de momentos doces passados a dois.
E quanto ao improviso das suaves pétalas... vais presenciá-lo quando as conheceres.

sábado, junho 28, 2008

Sorriso

Havia um olhar...
Dia após dia cruzava outro semelhante.
Até que surgiu uma versão especial de um desses dias:
Uma paixão repentina preenchia o salão... e o olhar repetia-se, desta vez mais intenso.
Havia uma flor numa mesa solitária.
Ao canto, o piano acariciava cada pétala.
Ele levanta-se e leva-lhe a flor:
- "Aceita o meu convite?" - diz, enquanto lhe oferece a flor.
Ela sorri, deixando-se levar pela fantasia:
- "Não o conheço." - Desvia o olhar, esconde o sorriso e bebe mais um pouco da bebida incolor.
Ele insiste:
- "Não é isso que os seus olhos me confessam. Já não é a primeira vez que a vejo aqui. Posso saber o seu nome?"
O sorriso insiste e o olhar denuncia-a.
- "Simone..."
- "Importa-se que me junte a si, Simone?"
- "Já o fez."

quarta-feira, junho 25, 2008

Memórias inquietas

O vento soava por entre a noite escura, tão bela quanto o tempo que ecoava pelas memórias frescas.
O calor do Verão transportava fragrâncias, desde as pétalas até pontos mais altos, tornando-as passíveis de despertar outras lembranças. Aumentavam pulsações e apareciam sonhos em comum.

Durante o levantar da grande luz ao centro das montanhas, adivinhavam-se horas de brisas levemente aquecidas por feixes brancos, brilhantes e gentis.
As nuvens passeavam-se, demonstrando a vontade de ir cada vez mais longe. E iam. Voavam até ao mar, onde as ondas as cumprimentavam com salpicos atrevidos.
Os sorrisos da memória eram mais frequentes e durante as referidas horas, as brisas foram aumentando. Surgiu então um nevoeiro metediço naquele dia. Atropelou os sorrisos na memória e deixou mais a desejar. De repente, não bastava a memória, era necessário sentir de verdade e acolher algo, à muito contido nos sonhos.

Esperava-se um encontro e suspirava-se nesse instante. As imagens tornavam-se reais e mais quentes na imaginação...
O nevoeiro voava, cercava e arrefecia um rosto, rosado por palavras que o rodearam em tempos. Chegou até ao outro lado das memórias frescas e despertou a necessidade do real. Inquietou também essa mente, de forma doce e apaixonada. Ao acordar, só pensava naquele lugar e buscou-o. Rumou até às brisas, apressou o tempo para que não se escapasse nenhum instante.

Porém, o desencontro adiou, novamente, os dois lados das memórias...

terça-feira, março 04, 2008

Perfume salgado

O céu quente fazia-se notar naquele instante.
Enquanto o espanta-espíritos convidava as ondas para dançar, os sentimentos de ambos deixavam-se levar pela música, que nascia suavemente nos seus corações apressados.
As mãos encontravam-se... os lábios cumprimentavam-se tímidamente, distraídos pelo sol, pelas partículas de sal e pelos cabelos longos.
Juntavam-se sonhos mútuos. Reacendia-se a paixão, por entre uma brisa com aromas tropicais, que deixava mais a desejar.
"Não estamos a ser precipitados?"
"Que interessa? É um sonho!"
"Sim mas..."
Mãos pelos cabelos e lábios vagueando pela pele, interrompiam a conversa.
Caía a noite no azul escuro e calmo.
Ali havia um barco, uma ilha e um céu totalmente estrelado... mas com quatro novas estrelas, fitando-se par-a-par, juntamente com suspiros mornos... tal qual investidas nocturnas do vento de Sul.
"Será possível viver para sempre num sonho?"
"Não sei, mas vou tentar com todas as minhas forças..." - disse, sorrindo.
"Ficavas aqui para sempre?"
"Sim."
"E depois? E a tua vida?"
"A minha vida consiste em procurar o que encontrámos aqui."

Os lábios disseram o resto naquela noite...

Amor

Porque estão as aves sempre tão felizes?
Porque são as estrelas sempre tão brilhantes?
Podia questionar tudo deste sonho;
Se não soubesse que a realidade também pode ser assim.

Nas nuvens encontro meios para assistir, tal como o vento,
a esta festa de liberdades.
Liberdade de crescer, florir...
Voar, nadar, sorrir, cantar...
Amar...

Porque estamos tão felizes quando amamos?
Porque são os beijos sempre tão ardentes?
Podia questionar tudo do amor;
Se não soubesse que o teu coração também pode ser assim.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Areia e sal

A água tépida e irrequieta envolvendo os pés de ambos, parecia ter feito o tempo parar. Embora a areia do fundo contrariasse esse efeito com carícias ásperas na pele.
Para onde olhar primeiro? Azul claro, verdes carregados, branco ofuscante?
O aroma de côco depressa despertou as suas mentes para a sombra.
No meio desta haviam folhas secas, troncos encalhados, plantas aventureiras... o tempo estava sossegado por ali.
À medida que se esgueiravam pela vegetação para recolher côcos, os extravagantes amigos pareciam cumprimentá-los, contentes com a sua visita.
Depois de observar melhor o local, avistavam-se recifes desde a praia até às maiores ondas. Com a maré vazia, um local perfeito para pescar o almoço.
O dia parecia especial, sem calor excessivo nem ventos inoportunos. Depressa se deixaram levar pelas brincadeiras das quais já tinham saudades: desenhos na areia, mergulhos apressados, grandes conversas fitando o horizonte e beijos salgados...
O fim de tarde chegou apressado, sendo o local escolhido para ver o pôr do sol, a familiar proa do pequeno barco, que estava virada para o horizonte.

domingo, dezembro 16, 2007

Despertar

"Porque nunca existiu um "nós" ! "


Agora compreendo...
Mas porque é que a ilusão não durou mais um bocadinho?

Só queria esse olhar...
Essa fuga para um céu azul,
...limpo e fresco.. sem solidão.
Esse sentimento de liberdade num espaço...
Tão pequeno... como o meu coração.
Não existe um "nós"!
Como criar um "nós" agora?
Não percebes a importância que tinhas para mim.
As tuas memórias não te doem...
Não passas de um episódio na minha mente,
Assassinado pela paixão de querer algo verdadeiro!
Um lance de vida desperdiçado,
Espezinhado ao luar.
E a tua forma já não é.
A tua feição já não me é doce.
A tua silhueta já não me adorna os sentidos.
Pois não passaste de um sonho...
Do qual acordei para dar lugar a um suspiro de amor...
Que vou encontrar!

sexta-feira, novembro 30, 2007

Manhã

Os sons pareciam cada vez mais frequentes.
Despertar com um beijo suave foi um impulso natural e irreflectido.
A noite tinha sido calma e o alvorecer não era diferente.
Os pássaros festejavam de forma extravagante.
Ao subir para o convés, o azul claro e salgado confundia-se com a luz branca e ofuscante vinda dos milhões de grãos.
"Vem cá ver!"
A água morna e salgada reflectia os rostos jovens.
Molham-se os pés num novo salto para terra:
"Como é que nunca descobrimos este sítio?"

quarta-feira, novembro 28, 2007

Terra

Velejar a par...
Beijos ao leme, de rota batida.

Erros de navegação...
Uma noite sem luar e o encalhe em terra branca.

Um salto para a areia molhada...
Passos até uma planície verde, para o momento de observância:


"Viste aquela luz?"
Desenhou meio círculo e apagou-se nas ervas altas que ondulavam enquanto o vento passeava pela noite.
"São pirilampos! E ouves o vento?"
"Para onde foi o frio... e o calor desta tarde?"
"Estou a sonhar?"
"Espera, não me acordes agora... quero ver melhor onde estou!"
Um trilho orientava-se entre luzes irrequietas, para a floresta densa e escura.
"Onde será que vai ter aquele trilho? Vamos?"
Continuaram, de mão dada. E pelo caminho:
"Nunca tinha visto aquele grupo de estrelas ali em cima! São de várias cores!"
"Sim, nem eu. Devo estar mesmo a sonhar... e deve haver uma razão para isto."
"Algo me diz que devo continuar."
Tudo parecia perfeito.
"Ouviste aquela melodia? Parece uma caixa de música... e está cada vez mais perto!"
"Podíamos encontrá-la e levá-la deste sonho!"
"Quero aquela melodia"- Afirmou, sorrindo.
"Agora percebo poque dançam assim os pirilampos."
"Sinto que estamos perto!"
Estavam agora imersos na floresta.
"Aqui está! Nesta árvore!"
"As estrelas apontavam para aqui desde o início..."
"Lindíssima! Podemos voltar, por hoje..."
Regressavam ao barco, agora acompanhados pela caixinha de música.
E já com os pés nas pequenas ondas:
"Vamos esperar que a maré suba mais um pouco e depois continuamos viagem."
"Deixa-me ajudar-te a subir... mas... antes disso, beijas-me?"

quarta-feira, novembro 21, 2007

Outono

Ondas de aromas...
Terra molhada... Folhas secas...
Queimadas ao longe.
Amanhã o dia vai ser de novo uma onda.
Uma onda de prazer quando as recordações do passado se juntarem a um raio de sol.
Quando um raio de sol escapar por entre as nuvens.
As nuvens atormentam-me.
Não me sei livrar do frio nem da chuva.
Aposto que tudo é vazio, no fundo destes sentimentos.
As misteriosas melodias soam mais perto, quando me aqueces.
Soam, vibrantes, com imagens isoladas de cores quentes;
Macias, ternas... reais...
Amanhã vou recordar pequenos absurdos,
Quando uma gota de chuva me atinjir no casaco,
Quando uma folha molhada sorrir para mim ao cair de uma árvore,
Quando um pequeno pássaro me tentar alegrar com pinotes ou voos rasteiros,
Ou quando o vento me alertar para o pôr do sol.
E esqueco-me, por momentos, das nuvens negras.
Mas estás em tudo o que me faz sentir bem.
Como posso sentir-me bem sem ti?
Quero, mas não consigo.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Solicitude

Quanta água terá deslizado?
Como se orientaram aqueles tons uniformes?
Gostava de lá ter estado para saborear o momento magnífico e suave.
Já que por vezes nada é suficiente.
Não me chega o alívio de sentir as brisas da noite, testemunhas dessas marés.

Da próxima vez irei mergulhar. Acompanhar por um momento a fonte de vida da nossa grande casa... redonda e azul.
Abraçar uma praia... e outra...
Caprichar com o Sol, passear com a Lua, deslizar até ti...
Será que me acompanhavas?

Depois da chuva posso compreender...
As últimas gotas são as mais sensatas e sirvo-me delas para disfarçar as lágrimas.
Entre o silêncio da fresca manhã que se aproxima, ouvem-se memórias de nós dois.
O tempo para chorar por ti terminou, como a cor da ultima rosa se extinguiu sem o suor do nosso amor. E entre os sons da noite brilham as estrelas, já cansadas de me ouvir.

Tal qual as pétalas mais sábias de cada flor... os meus olhos deixam-se levar pelo cintilar pálido deste instante, embalados na frescura nocturna.
A forma consciente como me despeço de cada estímulo dos sentidos, deixa-me finalmente reaver o início do sonho que me trouxe até aqui.
O ritmo diminui... a pele, já seca, arrepia-se como uma pincelada desenhada ao acaso pelo destino.

Depressa os aromas, as melodias, os tons azulados e o sabor salgado; se fazem notar em jeito de ciúme, acompanhando o vento.
Adormeço com um sorriso. Já longe das carregadas nuvens que hoje tão bem representaram...

segunda-feira, abril 23, 2007

Neblina

Adoro acordar quando não devo.
Adoro a noite da liberdade
Que me atrai nessa altura.
Ver o papel ser vincado,
Ornamentado com os riscos
Do não poder estar consciente.
Que é mais...
É não querer concordar com o tempo;
É voar no pedaço esférico de atmosfera em que sou livre.
Adoro conviver com as luzes tímidas destes instantes;
Os brilhos raros, as sombras pálidas,
Os sons calmos, são tempestades tão agradáveis.
Miniaturas;
Partes do instante que não devia existir, felizmente.

Assistir ao virar das páginas
Dos tons azuis-escuros... claros,
Brancos acinzentados.
Ambos amenos e cúmplices
Dos ventos marotos,
Do momento em que se olha o céu
Do nosso pequeno mundo.
O equilíbrio... quantas vezes desafiado
Pelo prazer de fugir à rotina da gravidade,
já ultrapassada nas felizes ondas.
Adoro ondular, voando na superfície das vagas bicolores.
Circundar as lógicas das terras,
À vista de todos os ângulos.
Sentir a felicidade preencher-me os pulmões...

Não ser; viver inteiramente,
Sonhar tudo e saber que estou acordado!
Adoro isto de fazer rodar o pó
Acumulado pelas estantes da normalidade.
Resvirar o tempo, confundir as horas,
Desencontrá-las dos minutos
E poder conversar com cada segundo
Sem prazo a respeitar.
Sorrir para o horizonte
E deixá-lo finalmente enrolar-se nas nuvens...
Trocar cada sensação e presenciar a criação de mais!

Conhecer a vontade de ver mais,
Além dos sabores...
Dos prazeres que se consomem.
Distinguir aqueles infinitos
Sempre com sorrisos reservados.
Ah... as estrelas!
Sempre presentes no meu devaneio...
Amigas do Sol...
As cores vivas, a conversar com a Lua...
Adoro ter o privilégio de estar aqui.
Na vida do segredo onde se desvendam os mistérios.

Ver as trocas de sorrisos;
Desvendá-los pouco a pouco.
Desfocar a energia
Para vislumbrar os efeitos das observações proibidas.
Adoro adormecer
E saber que haverá sempre mais...

terça-feira, abril 03, 2007

Privado

Que bem que sabe ouvir-te
Sem registar o calor que me consome,
Na noite silenciosa que te acompanha.
Sem alterar o ritmo do silêncio,
Num beijo cantado ao rubor da magia
Que te cerca em cada nota.

Que bom que é ficar com isto
Que me ocorre e se me apaga da memória.
No mesmo instante em que outra onda de prazer
Me percorre, enquanto seduzes
O silêncio com uma doce expressão,
Um sussurro de encanto tão fácil de relembrar
E tão difícil de esquecer.

Não sentir que isto vai ser roubado;
Não ter que relembrar para mais tarde diminuir
O verdadeiro poder deste momento;
De pensamentos nulos, razões desnecessárias,
De paixão ou amor, mais que certo
Estou contigo em cada olhar.

Quão grande é o romance que consumo?
Não o sei e alegro-me.
Por te ouvir no presente
Slow que nos cerca de forma única.
Por ser egoísta, só para mim.
E beijar-te no segredo da noite
Que nos embala de forma macia.

Não importa o que veio antes,
Ou o que virá.
Até breve, de novo. E se encontrares algo parecido
A isto, vais-te contentar por nada ter sido registado
Na altura em que estivémos... agora
Num deja-vu ficaremos, para sempre.

terça-feira, março 27, 2007

Noite

Pétalas repousam sob o azul escuro
Decorado pelas marcas do passado,
Que cerca a luz inalterada, noutro ciclo.
Água tremula ao vento,
Na bonança da escuridão.

Folhas sobem lentamente,
Enquanto o brilho se interrompe
Por uma onda flutuante mais astuta.
Terra antecipa-se de vida,
Na alegria do momento.

Luzes e impulsos ocorrem
Ornamentados pelo sossego do preto,
Que abriga a cor travessa.
Fogo vacila pela demora,
No animado flanco a Este.

E eu assisto maravilhado,
O quanto me acalmas e ouves
Sem nunca te distanciares.
Jamais, antes do desleixo me acalmar
Tu te deixas desviar.

sábado, março 24, 2007

A tua imagem

Preciso escrever-te.
Libertar a sedução só tua,
Dar música às palavras, diferentes
Daquelas que me dançam ao ouvido,
Sussurradas pelo teu charme,
Silenciadas pela Paixão,
Imortalizadas pelo Amor.

Depois és fria... quente...
Com o teu olhar claro.
Amena com o tom dourado,
Que dança em teu rosto.
Espreito-o durante o calor,
Na vitória de te vislumbrar
Cálida de forma ilustre.
Cada ângulo, uma nota;
No teu rosto vagueia a música,
Perfeitamente improvisada.
Acomodas-me no teu charme.

terça-feira, setembro 26, 2006

Ouro sobre azul

Caminhando ao sabor da alma, somos interrompidos pelo relógio.
Sentamo-nos sozinhos na mesa do café à beira-mar, pedimos meia torrada e um café. Damos uma "vista de olhos" ao jornal, que por acaso estava pousado na mesa ao lado e saímos dali por um instante.
Entre o preto e o branco surgem as habituais desgraças e as ordinárias alusões de quotidiano.
Voltamos a nós quando nos chega o pedido à mesa, apressamo-nos a dar uma dentada no pão amanteigado, conforme a vontade do momento e assentamos o jornal de novo na mesa, enquanto uma brisa ameaça levá-lo a passear.
Acabado o lanche da manhã, pedimos a conta e aguentamos 1.80€ pra fora da carteira.
Porque é que tínhamos logo que escolher o café onde a meia torrada custa 1€?
Pequenos erros de navegação... aposto! Mas se não fossem eles, não conhecíamos as torradas do tal Café...

Quantos de nós davam muito para poder voltar atrás no tempo de forma a mudar alguns pormenores da nossa vida? Ou para poder revolver alguns factos...
Com efeito seria o caos. Toda a gente a resolver-se sem pensar nas consequências para os outros.
Porque é que o ser humano se destrói quando ganha poder?
Talvez não sejamos todos assim. É difícil prever.
Mas iniciei este post para voltar a dar sinais de vida e não para dar lições de moral. Já tivemos as nossas aulas de EMRC! (Um abraço para o Grande Professor e Amigo Manuel Sousa!)
O que vale é que isto cá na Terra tudo parece ter uma razão para existir. E quando digo existir, refiro-me ao que surge...
O planeta gira e roda, o vento surge, a água move-se, as ondas abraçam as praias sempre de forma diferente. E felizmente isso ninguém pode mudar...
Devíamos agradecer a alguém todos os dias, pela vida que temos, pelas brisas meigas, pelo Sol que todos os dias nos visita e pela Lua que todas as noites nos adormece. Pelos amigos (e amigas)...
Algo de bom existe para nós todos os dias, se olharmos com atenção...
A vida é de ouro e o céu é azul... :)

quinta-feira, agosto 31, 2006

Blue Sea

É bonito, calmo, embala-nos, refresca-nos...
Mas caso queiram saber, o mar não é daquela cor.
Está apenas apaixonado pelo céu, imitando o seu rubor azul.
Razão pela qual à noite ele escurece.
Tanto tempo admirando quem se gosta, tentado chegar mais perto com vagas e turbilhões determinados. Sem nunca alcançar o abraço.
Lamechices náuticas...

Hoje andei pela primeira vez de mota (do ponto de vista legal).
Senti-me mais vivo naquele momento. É bom sentir o vento a fugir do caminho, mas sempre com respeito.
Depois passei o resto da tarde com pessoas muito especiais. É bom estar entre amigos, sentimo-nos mais mornos cá dentro.
A manhã ficou ocupada com sonhos gastos. Soube bem...
A ideia de estar à beira mar deitado na areia a sentir pekenas ondas refresca-me.
Guardei a maré alta para agora... Caso não tenha sono esta noite.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Olá.

Antes de mais deixem-me explicar que o nome do blog é devido ao meu signo. E também porque gosto de aquários, embora não tenha nenhum actualmente.
Não tenciono falar de mim neste local, mas se o fizer, desculpem. Às vezes sentimos mesmo uma forte necessidade de partilhar bocados de vida.
E é bom escrever de vez em quando. Quanto mais não seja para analisarmos as nossas parvoíces, mais tarde.
No fundo, isto não é nenhum diário, é apenas um espaço pessoal para fugir à lógica do dia-a-dia.